28 de março de 2013

RECLAMANDO E CHORANDO DIANTE DAS MURALHAS


Na última passagem do Senhor Jesus por Jericó, havia, naquela cidade, um homem muito pobre, chamado Bartimeu, que era cego e vivia mendigando pelas ruas, como forma de sobrevivência, pois, humanamente falando, ele não era capaz de produzir absolutamente nada.
Naquela época, o império Romano dominava o povo e exercia um governo extremamente opressor.
Imagine quantas foram as discriminações e as humilhações sofridas por Bartimeu, por conta da sua deficiência física e da condição de miséria em que vivia.
O fato é que a despeito de Bartimeu ser cego e viver na mais completa escuridão, dependendo da misericórdia de outras pessoas para poder realizar as coisas mais simples do seu dia a dia, na verdade, ele possuía uma visão espiritual muito apurada, e uma esperança real de que um dia a sua situação iria mudar.
Há pessoas que, quando são acometidas por uma fatalidade ou quando se vêem diante de um problema aparentemente insolúvel, se sentem abatidas, derrotadas, querem morrer ou curtem um sentimento de comiseração (sentem pena de si mesmas).
Bartimeu estava assentado à beira do caminho, mas, quando ouviu que era Jesus quem estava passando, pôs-se a clamar:
"Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim! E muitos o repreendiam para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
Parou Jesus e disse: Chamai-o. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: tem bom ânimo; levanta-te, Ele te chama.
Lançando de si a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
Perguntou-lhe Jesus: que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.  Então, Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E, imediatamente, tornou a ver e seguia a Jesus estrada fora." (Marcos 10:47-52).
No passado, as muralhas de Jericó foram derrubadas após terem sido rodeadas por sete dias. No sétimo dia, Josué, e todo o povo que o seguia, deram sete voltas em torno de Jericó,  sendo que, ao final da sétima volta, após o toque das trombetas, fizeram um grande clamor e as muralhas foram derrubadas.
Aqui, no caso do cego Bartimeu, as muralhas estão retratadas pela forte discriminação e preconceito que  impediam aquela geração de compreender que o amor ao próximo, o perdão, e a misericórdia devem, incondicionalmente, ocupar sempre espaço no coração do ser humano.
Bartimeu quebrou todas as barreiras ao aproveitar a oportunidade que se lhe apresentava e clamou por misericórdia ao Senhor Jesus, porque tinha a mais absoluta certeza de que alcançaria o milagre desejado. Ele que viveu tantos dias sem Jesus, agora podia avaliar muito bem a diferença entre viver sem Jesus e viver com Jesus.
E você? 
Até quando você vai viver sem Jesus e ficar reclamando e chorando,
diante das muralhas da vida?
Deus abençoe, em nome do Senhor Jesus.
Bispo João Batista

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